Projeto Poetas Urbanos: Felipe Saraiça

Oie pessoal! Tudo bem com Vocês? Como andam as coisas? Eu por aqui estou bem feliz com o rumo que as coisas estão tomando e espero que vocês também estejam gostado dos post!

Hoje apresento mais um Poeta para vocês do Projeto Poetas Urbanos, espero que gostem dele! =D

Felipe Saraiça Alves - 23 - Niterói/Rj Palavras de Rua - Facebook Pessoal - Palavras de Rua

Começamos nossa conversa com o Poeta perguntando para ele como era o seu dia a dia como poeta:
“Na verdade, eu comecei a escrever poesias para o meu livro Palavras de rua. Antes eu escrevia musicas, queria até ter uma banda, mas não deu certo – responde Felipe rindo -  Mas hoje busco na poesia retratar o cotidiano invisível, os sentimentos que não são ditos. Acho que, de certa forma, o silêncio é a minha inspiração. – completa o Poeta.


Questionamos então para ele, como foi a sua experiência escrevendo um livro e Felipe responde:
“Escrever o livro envolveu muitas emoções, literalmente. Principalmente pelo fato de que, até alguns anos atrás, eu não conseguia escrever textos com mais de 5 parágrafos. Então, cada capítulo foi um desafio e agora não me vejo mais sem a escrita. As palavras fazem parte de quem eu sou.”
Perguntamos então de onde havia surgido a ideia de escrever um livro:
“Há alguns anos eu conheci uma moradora de rua chamada Maria. Era véspera de dias das mães e ela estava sentada em Ipanema, próxima às lojas de joias e a praia. Ali, sua presença era um total contraste. – começa Felipe - Naquele dia sentei ao seu lado e perguntei sobre sua vida e por que estava ali, mas ela não quis dizer. – continua o poeta - Então, anos depois, decidi escrever o livro para representar todas as histórias que não são contadas. – completa ele.”






Questionamos então por que ele decidiu colocar as poesias em seu livro, qual havia sido o seu intuito e Felipe nos responde:
“A poesia é uma forma pura de representar sentimentos. E é exatamente isso que ela representa no livro: Os sentimentos mais puros do personagem. João recebeu de sua mãe um caderno antes de fugir e é nele que ele escreve, entre as folhas rasgadas e amassadas, sua visão sobre as pessoas e tudo que sente.”
Perguntamos então para Felipe qual era a mensagem que ele gostaria de passar com o livro e ele nos responde:
“A mensagem que busco passar é que todos tem uma história que merece ser ouvida. E que, por muitas vezes, perdemos a oportunidade de conhecer alguém por não observar seus detalhes e aquilo que ninguém vê.”
Questionamos então para ele qual era o seu poema favorito de seu livro:

“O poema que mais gosto é o primeiro do livro, que também foi o primeiro que escrevi. – começa o autor – ele se chama Homem Invisível – completa ele em seguida nos mostrando o Poema:

"Eu queria ser super-herói 
Ter poderes, ser invencível 
Mas quando estou na calçada, 
Pedindo moedas e vocês nem me olham
Sinto na pele o que é ser um homem invisível.”























Curiosos perguntamos para o Poeta já que havia um poema favorito, se haveria também alguma citação favorita de seu livro e ele nos responde:
“Tenho uma citação de que mais gosto sim – nos responde ele – em seguida citando ela: Quando se conhece o que é ruim, fazer o bem é necessário.”
Por fim questionamos ao Felipe qual havia sido a sensação de lançar o seu livro e ele nos responde:
"Lançar o livro foi algo indescritível. Eu fui por muito tempo uma pessoa que bloqueava os sentimentos, mas a literatura me mantêm com os sentimentos por perto. Quando peguei o livro na Bienal, toquei na capa e li meu nome, eu vi que toda a dificuldade e tudo que passei, valeu muito a pena. Foi um dos melhores momentos de minha vida."
Espero que tenham gostado do Artigo com o Felipe e abaixo deixo o material inédito cedido para o RT e a capa e sinopse do Poeta, espero que gostem! =D


Inédito: Cura

Siga o caminho de olhos fechados
Deixe que eu te guie na escuridão 
Segure minha mão
Confie-me teus medos
Teus segredos
Costumes mais incomuns
E então, mesmo com os olhos vendados
Entrega-te
Confie
Afunde-se em meus braços
Encharque meu peito com tuas lágrimas
Com suas angústia 
E deixe-me ser a sua cura
Abra teus olhos
Veja-me como sou
Entrega-me teu coração 
E o meu eu lhe dou
Seja minha
E teu serei
Seja toda minha
E tudo lhe darei
Confie teus medos e tuas alegrias
Entrega-me tuas lágrimas e sorrisos
E eu cuidarei de tudo que me pertencer

Capa e Sinopse:


João saiu de casa ainda adolescente. Fugiu sem se despedir e sem muita coisa na mochila. Deixou para trás suas poucas lembranças, mas levou as marcas do passado e dos golpes que ainda doíam. Partiu sem rumo ou direção. Seguiu por ruas e estradas desconhecidas, até que seu corpo ficou exausto e teve que parar. Ali, dormiu olhando as estrelas em cama de concreto e cobertor de papelão. Acordou outro alguém; morador de rua, sem história, marginal. Tornou-se invisível. Passou a estender a mão e pedir moedas, mas receber em troca chicletes mastigados e olhares de desprezo. Porém, entre rostos desconhecidos e olhares vazios, ele também encontrou a bondade e abrigo daqueles que nada tem.






Até o próximo post pessoal!

Bjss, Nay =D