Quintologia Fatal Frame (parte 1): Fotografando fantasmas

Game: Fatal Frame
Data de lançamento: 13 de dezembro de 2001
Console: PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox
Desenvolvedor: Tecmo
Distribuidora: Tecmo Entertainment
Classificação etária: Teen (13+)
Número de jogadores: 1
Gênero: Survival horror / Aventura

Sinopse: O aspirante a jornalista Mafuyu Hinasaki, decide ir investigar a Mansão Himuro, diz-se que é mal assombrado, a fim de procurar o renomado novelista Junsei Takamine, que desaparece dentro da mansão. Mafuyu leva consigo a câmera obscura, herança que possui da sua mãe, que é capaz de mostrar o que os olhos não podem ver, porém a presença de Mafuyu desperta os espíritos que lá viviam e morreram.
Ao não retorno de Mafuyu, faz com que sua irmã mais nova Miku Hinasaki, vá até a Mansão Himuro atrás do irmão. Ao adentrar a mansão Miku presente os espíritos presentes lá, encontrando a câmera que Mafuyu tinha levado, Miku decide ir mais fundo na mansão no desejo de socorrer o irmão. Mas lá ela descobre que havia rituais de sacrifícios, um horrível ritual de estrangulamento, que deu errado e acabou matando os que ali viviam.






ANÁLISE

Introdução:

E aí, jogadores(as) e leitores(as)?! Eu sou Éverton, e hoje vamos comentar sobre o primeiro game da série de jogos, dominada “Fatal Frame”. (Uma das minhas grandes paixões como jogo). Jogo na qual, vem do outro lado do mundo, do nosso querido Japão.


A série de jogos “Fatal Frame” ou “Project Zero”, como é conhecida na Europa, ou “Zero” no Japão, nasceu no ano de 2001, para o console Playstation 2. O game foi um tremendo sucesso, principalmente no seu país de origem.

O grande motivo suspeito para talvez ser um grande sucesso, é a história dentro dela. Os vários costumes e crenças japonesas que estão inseridas no enredo. 







E como não se apaixonar logo de cara com o primeiro game da série, na qual, foi baseado em uma história real japonesa (ou não), onde conta a história sobre os rumores e da lenda da Mansão Himuro.

Enredo:

No primeiro capítulo do jogo (com o nome Himuro - Intro), o jogador controla o personagem “Mafuyu”. O personagem resolve ir procurar por Junsei Takamine, um famoso novelista que desaparecerá em uma mansão enquanto fazia uma pesquisa. Aspirante ao jornalismo, ele descobre o local da tal mansão, e resolve investigá-la, junto com uma herança de sua mãe: uma câmera especial.

A câmera especial chamada “Câmera Obscura”, possuía a habilidade de capturar o que não deveria existir. Quando ele entra na mansão procurando pelo novelista, ele logo descobre que não está sozinho, afinal, sempre via o que outras pessoas não viam.

Duas semanas passadas depois do desaparecimento do irmão, Miku resolve procurar pelo irmão. Através das anotações próprias dele, ela descobre o local para onde ele havia ido antes de desaparecer. O segundo capítulo (chamado THE STRANGLING RITUAL - 1st NIGHT) começa com o controle da personagem Miku.
         
Andando um pouquinho pela mansão, ela encontra a câmera de sua mãe. Ao toca-la, ela sente uma forte visão de seu irmão. Assim como o irmão, Miku também via coisas que outros não viam. Com a Câmera Obscura, ela começa a investigar a mansão, e descobre o passado horrendo que aquele local escondia.

Gameplay

Batalha:
         
O jogo possui uma mecânica diferente para enfrentar os inimigos (no caso fantasmas). A câmera Obscura possui a habilidade de exorcizar os fantasmas. Quando um fantasma aparecer, o jogador deve apertar o botão que o personagem pega a câmera, e deve tirar fotos do fantasma. A câmera fica na tela inteira, como se nós tivéssemos enfrentando.
         
A câmera funciona como uma arma contra fantasmas. Porém, em vez de coletar balas como em jogos de tiro, o jogador deve coletar filmes para usar. No primeiro jogo, os filmes são dos Types (Tipos): 14 (mais comum), 37, 74 e 90 (mais raros). Quanto maior o número, mais forte ela é contra os fantasmas.





























Quando apertado o botão da câmera e o fantasma querendo enfrentar, vários símbolos japoneses irão se preenchendo na barra da câmera. Quanto mais perto da personagem, mais dano será tirado do inimigo. Uma habilidade interessante da câmera é o “Zero Shot”. Quando o fantasma estiver quase pegando a personagem, os símbolos japoneses ficaram vermelho indicando “Zero shot” e consequentemente dando mais danos no fantasma.
         
O game também vai dando durante o avanço da história, “Lentes” e “funções” para a câmera. Dependendo da lente ou função coletado, ela dará alguma habilidade nova para a câmera. E a câmera ainda possui a parte de “Upgrades”, onde você pode ir comprando atualizações para lentes ou funções já da câmera para ficarem mais fortes.
         
Tirado uma foto de um fantasma, é tirado o seu dano, mas, consequentemente é lhe dado pontos. Esses pontos são usados como um “dinheiro” para a parte de “Upgrades”.

Indicador:

No canto da tela, é mostrado um indicador. Quando esse indicador estiver azul, significa que você terá que tirar uma foto, já que essa foto será para lhe ajudar em um quebra-cabeça. Ou simplesmente será foto de um fantasma escondido, afim de lhe dar pontos extras.
         
Porém, quando o indicador estiver vermelho, significa que é um fantasma querendo enfrentar o jogador. O indicador também está na câmera (tanto quando em azul ou em vermelho) para lhe mostra onde o fantasma se localiza, já que fantasmas desaparecem e reaparecem.

Itens:
         
No jogo, os itens variam entre os filmes, a câmera, lanterna, arquivos e anotações da história da mansão, e itens de cura. Os itens de cura são: Herbal Medicine, Sacred water, e Mirror stone.O Herbal Medicine é o mais comum e recupera metade da vida (dependendo da dificuldade do jogo).

Já sacred water recupera toda a vida, enquanto Mirror stone, quando sua vida acabar, ele te “traz a vida de volta”, sendo possível carregar um só no inventário. Os arquivos e anotações da mansão contaram além da história da mansão e das pessoas de lá, dicas para passar por algum quebra-cabeça.

Baseado em uma história real?

A capa e o menu do próprio jogo, diz que o primeiro jogo é baseado em uma história real. Há vários sites pela internet brasileira contando a história “real” do jogo (chegando ser quase uma cópia um do outro).
        
Porém, de acordo com o site e canal do youtube AssombradO.com.br, isso é uma grande mentira. O dono do site pesquisou afundo sobre a história real, através de um amigo que morou no Japão por um longo tempo. Mas, o amigo não encontrou nada sobre a Mansão Himuro nos sites japoneses.
        
A única coisa encontrada sobre a história, foi a do próprio jogo. Além de um site japonês comentando sobre um site americano falando sobre a história “real” do jogo, que alguém havia escrito, e que os americanos acreditavam nela. Então, o canal concluiu que isso era uma mentira.





























O canal ainda concluiu que poderia ter acontecido três possibilidades para esse mal entendido. A primeira era que poderia ser que o pessoal dos games americanos tenha entendido errado a tradução do jogo, e entenderam que era baseado em uma história real.
        
A segunda possibilidade seria que fora uma tentativa do Marketing americano para vender mais o jogo. E a última, seria que fora causado essa confusão graças ao site americano afirmando a história do “real” do jogo, e que alguns jogadores acreditaram nela e espalharam.
        
(Se você quiser saber mais sobre esse mal entendido, é só clicar aqui para ir no vídeo do AssombradO.com.br que explica bem sobre esse texto acima).

Filme:

Em 2014, foi lançado no Japão, um filme chamado “Gekijô-ban: Zero”. O filme não foi baseado no jogo, e sim, no livro “Fatal Frame: A curse Affecting Only Girls” (O livro foi inspirado na franquia do jogo).

A história do filme conta sobre o sumiço de uma garota popular chamada Aya. Em seu colégio interno feminino do Japão, a garota não saiu mais de seu quarto, e outras alunas começaram a desaparecer.

Com os rumores de que algumas alunas dizendo que viram o fantasma de Aya, surgiu a lenda de que havia alguma maldição envolvendo ela. Então, Michi, a sua melhor amiga, decide descobrir o que está acontecendo.









Conclusão:

Fatal Frame é simplesmente um ótimo jogo. O jogo possui mecânicas diferente, além de um excelente enredo trágico. A música também não fica para trás, já que é de uma ótima banda japonesa.
         
O fato é que Fatal Frame é um jogo único. Os sustos e nervosismo deixam qualquer pessoa em aflito contra os fantasmas. Os personagens são cativantes e especiais, o que faz ficar curioso e aflito, a quem acompanha sua história.
        
O motivo do jogo ter tido mais quatro jogos consecutivos, não seria a toa. Já que a cada novo jogo, novas experiências diferentes são acrescentadas. Além, de ligações e esclarecimentos entre as histórias em sua sequência (principalmente nos três primeiros), a música, a mecânica, e a originalidade, é o que fazem o jogador se apaixonar por essa série de jogos.

(Em breve, a parte dois desse post, contando sobre o segundo jogo).
~Help-me~